A
Importância do Amor: o Amor é Nada, o Amor é Tudo
«A vida é bytes, bytes, e mais bytes de informação digital»,
escreveu Richard Dawkins, um destacado biólogo contemporâneo. Na
mesma linha, não será que também é possível reduzir o amor a
bytes, bytes, e mais bytes?
Pense-se no amor romântico, por exemplo. Não pode ele ser visto
como ilusões da nossa mente, como resultado de instintos que
levam os apaixonados a transformar seres banais em princesas e
príncipes encantados, antes de voltarem a cair na realidade?
Do mesmo modo, e quanto aos outros nossos amores, não serão eles
basicamente ilhas privadas, coisas que a morte apaga e leva
consigo. E quanto à nossa vida colectiva, não é verdade que nela
manda sobretudo a competição e os egoísmos, ou a lei do lucro, e
não propriamente o amor?
É. Em certa perspectiva é possível reduzir o amor a unidades
insignificantes. Ou, se quisermos, a bytes, bytes, e mais bytes.
Mas há outro ângulo: sem amor, o que seriam as nossas vidas?
Qual o seu sentido? Sem os espaços de amizade, sem vivências de
amor, valeria a pena estar vivo?
E a conclusão é unânime: as nossas vidas são indissociáveis dos
nossos amores. Sem o amor não seríamos humanos e a sociedade
ruiria. Sem os sentimentos ligados ao amor - actos de bondade,
generosidade, simpatia - a sociedade seria uma selva inabitada,
e nós simples máquinas.
Do mesmo modo, se tudo fosse regulado pelo lucro e pelos nossos
interesses, o que seria das nossas sociedades, elas que já têm
tanta miséria e tanto conflito?
Afinal, o amor é muito. Não é tudo na vida, mas está longe de
ser apenas bytes, bytes e mais bytes.
O que
é o amor? Ver também:
O que é o amor?
O
amor é sublime, ou quimera e caos?
Objectos do amor:
pessoas, Deus, o dinheiro, a arte, o poder, e mais o quê?
Desvalorizar e ironizar sobre o
amor
Ciclos do amor: tempo de paz,
tempo de guerra
Amor, tempo, hábito
Amor e arte