Amor, Sexo e Humor
Atribui-se a Bette Davis, uma famosa actriz americana, a
afirmação de que «Deus quis brincar connosco ao criar o sexo».
E de facto às vezes assim parece, se tivermos em conta as
extremas e loucas opiniões sobre a questão. Elas são tão
desencontradas que até parece mesmo haver um dedo superior e
maroto por detrás.
O sexo é como o dinheiro: não se pensa em mais nada se não o
temos, e só pensamos noutras coisas se o temos.
James
Baldwin, escritor norte-americano, Collected Essays
O sexo
dá-nos um instinto inebriante e poderoso, que nos move
continuamente, de corpo e alma, em direcção ao outro.
George Santayana, 1863-1952, filósofo americano, The Sense
of Beauty
O sexo transforma a escolha e conquista de um parceiro numa
das mais gratas ocupações da vida humana; ele acrescenta à
posse o prazer mais intenso, à rivalidade a raiva mais feroz,
e à solidão uma eterna falta. Será preciso mais para inundar
o mundo com o significado e a beleza mais profundos?
George Santayana, 1863-1952, filósofo americano, The
Sense of Beauty
O amor banal é fundamentalmente um apetite voraz por uma
certa quantidade de branca e delicada carne humana.
Henry
Fielding, 1707-1754, escritor inglês, A história de Tom
Jones
O amor
é a presunção de que uma certa mulher é diferente das demais.
H. L.
Mencken, 1880-1956, jornalista americano, Mencken
Chrestomathy
O que
desejamos não é uma mulher em particular, e que é real, mas
a sua posse, o que não o é.
A.
Compte-Sponville, filósofo francês, Pequeno Tratado das
Grandes Virtudes
Para
Santo Agostinho, «amar e ser amado era a coisa mais doce,
sobretudo se podia gozar o corpo da criatura amada». Ele não
admitia a perda do amor sexual. Mas oiça-se o que o mesmo
Santo Agostinho, passados alguns anos, escreveu nas suas
Confissões:
Livra-me Senhor do visco da concupiscência, para que a minha
alma siga até Ti, para que não seja rebelde nem mesmo
durante o sono. Para que, pelo estímulo de imagens bestiais,
não cometa as torpezas degradantes da lascívia carnal, e não
consinta nisso.