O amor
pode ser um bem, e pode salvar-nos. Mas sob certas formas
ele é perigoso. O amor a certas causas políticas, a certas
ideias de bem, de Deus e de progresso é fonte de fanatismos
e de ódio – o que pode ser fonte de males, conflitos,
guerras sangrentas.
Talvez
por isso, o amor raramente é apresentado como parte da
solução dos problemas das nossas sociedades. As soluções têm
sido colocadas sobretudo em termos de educação, de
eliminação da pobreza ou de elevação dos níveis éticos. Não
em termos de amor, directamente.
Só que
as soluções preconizadas também não têm gerado os resultados
esperados. Os padrões educacionais melhoraram, a riqueza
global aumentou, a consciência ética subiu, mas os conflitos
e os problemas mantém-se. Os progressos foram muito
relativos.
Podemos inclusivamente defender que não houve progressos,
como alguns autores de renome sustentam:
A
sociedade nunca avança continuamente. Recua, ao mesmo tempo
que avança. Sofre contínuas mudanças; é bárbara, é
civilizada, é cristianizada, é rica, é científica, mas por
cada coisa que nos dá, outra nos tira.
Ralph
W. Emerson, 1803-1882, ensaísta, filósofo e poeta americano,
Self-Reliance.
Os
grandes avanços civilizacionais destroem, virtualmente, as
sociedades onde ocorrem.
Norton
Whitehead, 1861-1947, filósofo e matemático inglês,
Adventures in Ideas
Não se pode dizer que a civilização não está a avançar. Em
todas as guerras mata-se de uma forma nova.
Will Rogers, 1879-1935, actor americano, no New York Times
de 23/12/1929
Hoje
sabemos medir, pesar, analisar o Sol. A ciência é
elucidativa, enriquecedora, conquistadora, triunfante. E no
entanto este conhecimento vivo é aquele que produz a ameaça
do aniquilamento da humanidade.
E.
Morin, sociólogo e filósofo francês, Método V
O
progresso tecnológico é como um machado nas mãos de um
criminoso patológico.
Albert
Einstein, 1879-1955, físico de origem alemã, em
EinsteinQuotes.html, rescomp.stanford.edu, por Kevin Harris
O
nosso poder científico ultrapassou o nosso poder espiritual.
Guiamos mísseis mas não somos capazes de guiar os homens.
Martin
Luther King, Jr., 1929-1968, activista americano dos
direitos dos negros, Strenght to love