AddThis Social Bookmark Button



Versão Inglesa
Página Inicial
ÂMBITO DO AMOR
Faces Opostas
Gente e Coisas
Importância do Amor
Ciclos do Amor
Amor Gasto
Amor e Arte
Ironizar e Desvalorizar
AMOR ROMÂNTICO
Amor e Beleza
Amor e Jogo
Grandes e Pequenos Amores
Abelardo e Heloísa
Amor e Literatura
AMOR FRATERNAL
Apelos ao Amor
Amor e Razão
Amor e Sofrimento
Maquiavel e o Amor
Com e Sem Amor
AMOR E CASAMENTO
Revolta Feminina
Guerra de Sexos
Jogos de Amor
Genes Masculinos
Machismo e Feminismo
Passado e Casamento
Casamento Irracional
Homem e Casamento
AMOR E SEXO
Amor Libertino
Amor sem Humor
AMOR E AMIZADE
Trair a Amizade
Amizade e Sexo
Amizade na Literatura
AMOR E MAL
Amores Nazis
Amor e Ódio
Genes do Mal
Sonhos de Amor
AMOR E IDEIAS
Amar Ideias Loucas
AMOR E INVERDADE
Mentir por Amor
Amar Trivialidades
Amar Mitos
AMOR E CIÊNCIA
Amor, Genes, Liberdade
Belas Mulheres
Robots e Amor
POLÍTICA E AMOR
Palavras Ocas
Política e Sexo
Patriotismo
AMOR E ECONOMIA
Amor e Mercado
Amor ao Lucro
AMOR E VALORES
Amor e Gratidão
Amor e Humildade
Amor e Orgulho
Amor e Razão
Amor e Tolerância
AMOR E ÉTICA
Militaristas e Pacifistas
Paz e Guerra
Amor e Animais
Sites & Links

 

 

 

 

 


A Paranóia de Hitler, o Amor, os Palestinianos e os Judeus

Escreveu há quase mil anos Ana Comemna, uma princesa «nascida na púrpura» e nos círculos do poder de Bizâncio:

O curso irresistível e incessante do tempo arrasta na sua onda todas as coisas criadas e lança-as nas profundezas da obscuridade, indiferente a que elas sejam dignas de menção ou, pelo contrário, sejam notáveis e importantes.

E de facto assim é. A voragem do tempo engole amores e engole vidas, engole sonhos e pesadelos, o bom e o mau. «Todos os instantes de tempo são pontos perdidos na eternidade. Tudo é insignificante, facilmente mutável, tudo se apaga», considerou também Marco Aurélio, a propósito.

E no entanto, noutra perspectiva, há coisas que ficam e perduram, teimosamente. Nem tudo é insignificante e menor. A obra de Ana Comemna – escrita por amor ao pai, e para contrariar a lavagem do tempo - ficou e vai perdurar como fonte preciosa de informação sobre uma época, como ela pretendia.

Do mesmo modo, as sementes do bem e do mal, do amor e do ódio presentes em nós, nas nossas sociedades, não deixaram de ser plantadas no passado. Vêem de há milhares de anos, não se perderam, não foram engolidas pelo «curso irresistível e incessante do tempo».

Veja-se por exemplo o caso de Hitler. Ele vive hoje nos ódios israelitas e palestinianos. Sem Hitler e as suas perseguições ao povo judeu, este não teria afluído em massa ao Médio Oriente, e não teriam havido os choques que houve, e tudo seria diferente, e Bin Laden e os terrorismos de inspiração islâmica não existiriam hoje. O cancro aberto por Hitler no corpo da humanidade continua vivo, presente nas bombas que dilaceram o Médio Oriente, presente nos ódios dos dois lados.

Mas não são só as obras dos poderosos que perduram. Não é só a obra e os actos dos Hitleres e dos «profetas, califas, sultões e dos grandes homens da religião e do governo», para citar uma fonte hindu. «A gente insignificante, os velhacos, os incapazes de origem desconhecida e natureza vil, sem linhagem ou de baixa linhagem, os vadios e os ociosos de bazar», para citar a mesma fonte, também deixam as suas sementes. Deixam-nas nas estradas construídas, nas árvores plantadas, ou também no amor e no ódio que partilharam ao longo dos dias das suas vidas.

As sementes do amor (ou da paranóia) que todos transmitimos no nosso quotidiano, não deixam de se reproduzir e repercutir naqueles com quem nos relacionamos e, por essa via, nas gerações futuras, num processo em cadeia. São autênticos genes vivendo e reproduzindo-se nos cérebros e comportamentos humanos, e nas nossas acções.


C
itações
Concepções da História

 

A História é o conhecimento dos anais e das tradições dos profetas, califas, sultões e dos grandes homens da religião e do governo.

Concepções hindus-muçulmanas, citadas por D. Boorstin, em Os descobridores

 


A gente insignificante, os velhacos, os incapazes de origem desconhecida e natureza vil, sem linhagem ou de baixa linhagem, os vadios e os ociosos de bazar, todos eles, não têm o mínimo lugar na História.

Concepções hindus-muçulmanas, citadas por D. Boorstin, em Os descobridores

 


Que é que tu vês, no passado negro e no abismo do tempo?

William Shakespeare, 1564-1616, poeta e dramaturgo inglês, A Tempestade

 


O curso irresistível e incessante do tempo arrasta na sua onda todas as coisas criadas e lança-as nas profundezas da obscuridade, indiferente a que elas sejam dignas de menção ou, pelo contrário, sejam notáveis e importantes. (…) No entanto, a memória da história forma um baluarte muito forte contra a corrente do tempo e, até certo ponto, detém a sua vaga irresistível.

Ana Comnena, 1083-1150, princesa bizantina e historiadora, The Alexiad of the princess Ann Comnena

 


Não há memória que sempre dure sempre.

Bíblia, Eclesiastes




Amor e História? Ver também:

Caminhos da História: Acaso, Necessidade e Amor


Retornar Topo - A Paranóia de Hitler, o Amor, os Palestinianos e os Judeus
Retornar Página Inicial - Ensaios sobre o Amor e Citações



 

 

 

Autor dos Ensaios e Site: Eduardo Reisinho, Setúbal, Portugal. Copyright Eduardo Reisinho -